ALGUNS EXEMPLOS INSPIRADORES

LISBOA

As duas City Trees agora “plantadas” em Lisboa, um projeto-piloto de descarbonização urbana lançado pela DPD group, produzem por hora, oxigénio para 14 000 pessoas. Além do musgo no interior, que tem como objetivo “limpar” o ar e produzir oxigénio as duas estruturas de madeira têm integrada uma tecnologia avançada com sensores que permitem recolher informação, de forma exaustiva e em tempo real. Esta informação diz respeito ao estado dos equipamentos, e simultaneamente fornece dados em tempo real sobre o ambiente e a qualidade do ar em redor dos mesmos, o que permite identificar áreas verdes e pontos críticos da cidade. Esta não é a primeira vez que a DPD lança uma iniciativa de âmbito ambiental. No ano passado a empresa equipou os seus veículos e as lojas Pickup com sensores que permitem medir em tempo real as finas partículas PM 2,5.
Outros objetivos da empresa passam por ter 7 mil veículos com emissões reduzidas (elétricos, a gás natural ou bicicletas de carga) até 2025 e chegar a 54% de eletricidade consumida proveniente de fontes renováveis. Das metas fazem parte 3 600 novos pontos de carregamento elétrico e 80 armazéns no perímetro urbano9

HELSÍNQUIA

A cidade de Helsínquia recolhe dados da qualidade do ar a partir de redes urbanas e de residentes com sensores móveis que disponibilizam informação mais precisa sobre “pontos quentes” de poluição e encorajam comportamentos sustentáveis. O projeto HOPE pretende disponibilizar informação básica e fácil de compreender sobre a qualidade do ar e os seus efeitos nos cidadãos, colocando um foco no que estes podem fazer para melhorar a qualidade do ar local através dos seus próprios atos. Esses atos poderiam ser por exemplo, “utilizar menos o automóvel próprio, usar mais a bicicleta ou andar mais, escolher automóveis elétricos ou híbridos em vez de diesel ou gasolina, queimar menos madeira ou adquirir lareiras novas e mais eficientes”10.

SARAGOÇA, SANTIGAO DE COMPOSTELA, FLORENÇA, MODENA, LIVORNO E PISA

Saragoça, Santiago de Compostela, Florença, Modena, Livorno e Pisa estão a associar os seus dados de tráfego às previsões do tempo e aos níveis de poluentes atmosféricos, num esforço para atenuar a contaminação do ar proveniente do transporte rodoviário. Como parte do projeto TRAFAIR, são distribuídos pelas cidades redes de sensores de baixo custo para detetar poluentes atmosféricos, que se poderão relacionar com o fluxo de tráfego e a dispersão de poluentes11.

LONDRES

O projeto Breathe London, em Londres, tem como objetivo medir a poluição do ar a diferentes escalas. São efetuadas medições em tempo real da poluição do ar através de 100 cápsulas instaladas em postes de iluminação e edifícios espalhados pela cidade, bem como de automóveis equipados com sensores, que atravessam áreas-chave da cidade e efetuam medições segundo-a-segundo, e também biossensores usados por residentes na sua vida normal12.


9 – “Árvores urbanas” têm estreia mundial em Lisboa. Produzem oxigénio para 7.000 pessoas por hora

10 – Hope – Healthy Outdoor Premises for Everyone

11 – Trafair – Understanding traffic flows to improve air quality

12 – Breathe London – Mapping air pollution at the street level