EXEMPLOS PARA NOS MOBILIZAR RUMO À POLUIÇÃO ZERO

Há casos de crescimento de ciclovias, empresas a incorporar carrinhas comerciais elétricas na sua frota e autocarros gratuitos à beira-mar. Nestas cidades, o futuro começa a sentir-se e as iniciativas locais vão preparando o terreno: os cidadãos aderem, o ambiente agradece16.

Em Portugal, cidades como Lisboa, Cascais, Torres Vedras, Aveiro e Faro já deram os primeiros passos na organização dos seus sistemas de transporte rumo à mobilidade sustentável. 

LISBOA

Em Lisboa existe o passe navegante que permite a deslocação nos transportes públicos em toda a área metropolitana, por um valor mensal reduzido e passe gratuito para crianças até aos 12 anos. Existe ainda uma rede de ciclovias em crescimento, serviço partilhado de bicicletas e locais de estacionamento para bicicletas privadas.

CASCAIS

Em Cascais, cidade onde se encontra o primeiro veículo autónomo elétrico de Portugal, é também pioneira numa aplicação (MobiCascais) que concentra todos os meios de mobilidade disponíveis numa única plataforma, simples e intuitiva. Este concelho também promoveu serviços de partilha de bicicletas (biCas) e de automóveis (car sharing), assim como disponibilização dos respetivos lugares de estacionamento e pontos de carregamento de veículos elétricos. É também o município onde os residentes dispõem de transporte público gratuito.

TORRES VEDRAS

O município de Torres Vedras desenvolve iniciativas de consciencialização da população sobre as pequenas distâncias que as separam dos serviços essenciais na cidade, como é o caso dos mapas visuais das distâncias e dos tempos médios de deslocação a pé entre locais de interesse na cidade. A par destas iniciativas também foi promovida a melhoria das condições dos corredores pedonais, assim como o sistema de partilha de bicicletas com locais de estacionamento também para as privadas. 

AVEIRO E FARO

Aveiro e Faro são mais dois exemplos de cidades que investiram no melhoramento das ciclovias e nos sistemas de partilha de bicicletas, Ciclaveiro e Bikes na Prosa respetivamente, a última com recompensa para os alunos que vão para a escola de bicicleta.

SEVILHA

Em Sevilha, há algum tempo que as bicicletas passaram a rodar onde, dantes, os carros estacionavam. Em 2005, havia 12 quilómetros de ciclovia (não ligados) pela cidade. Hoje, a rede pousa sobre Sevilha e liga-a de bicicleta nos 180 quilómetros disponíveis para ciclistas. 

DUNQUERQUE

Podemos pedalar até Dunquerque, no Norte de França, e depois repousar as pernas cansadas nos autocarros gratuitos que tiram, desde 2019, os habitantes dos carros. Tornou-se desta forma numa das maiores cidades europeias com transporte público gratuito, como explica o Guardian. São borlas todos os dias para mais de 200 mil habitantes, a provar que as iniciativas ambientalmente sustentáveis podem também estimular o turismo. Em França, existem ainda mais 15 cidades com transportes públicos gratuitos. 

COPENHAGA

Propomos uma experiência diferente em Copenhaga. Na capital da Dinamarca, os recursos naturais representam poupança de dinheiro e de tempo. É que nas águas desta cidade há táxis a pousar de porto em porto, atendendo às necessidades da população – a partir de 2020, isto acontecerá de uma forma ambientalmente limpa. Os táxis marítimos atuais serão substituídos por outros movidos a eletricidade, “totalmente neutra em dióxido de carbono, com emissões zero de óxidos de azoto e partículas”.

BUENOS AIRES

Mudança de continente: em Buenos Aires, na Argentina, onde se estima que sejam feitas mais de seis milhões de viagens diárias de carro na cidade, há carrinhas comerciais verdes e vermelhas (veículos totalmente elétricos) no trânsito. Um dos objetivos do Plano de Mobilidade Limpa (apoiado pelo Ministério dos Transportes da Argentina) é reduzir as emissões de dióxido de carbono em 14%, nos transportes, até 2035. 

O último cenário desta viagem contempla muitas bicicletas — e recompensas monetárias para quem pegar numa e pedalar para o trabalho. É algo que o Governo holandês fez acontecer: constituir um sistema através do qual se pague “19 cêntimos por cada quilómetro percorrido de bicicleta” àqueles que pedalem de casa para o local de trabalho. Em Brabant, uma região no mesmo país, há um projeto que dá prémios ao quilómetro. Os B-Riders, para além de um nome cooltêm-se mantido nas bicicletas mesmo depois de terem conquistado as recompensas prometidas

OUTROS: PONTEVEDRA, TALLIN, DUBLIN, MADRID, AMESTERDÃO E ROTERDÃO

Outros bons exemplos, temos em Pontevedra, a cidade espanhola sem carros; os transportes públicos gratuitos de Tallin, na Estónia; as boleias aos colegas de trabalho que dão dinheiro e podem descongestionar as estradas em Dublin, na Irlanda; novas regras para o trânsito em Madrid, que fazem reduzir a velocidade em certas zonas da cidade para 30 quilómetros por hora (noutras, dão prioridade aos pedestres); as bicicletas de carga da Volkswagen  nas ciclovias de Amesterdão e Roterdão que demoram menos tempo a levar as encomendas a casa do que as convencionais carrinhas16.


16 – Mobilidade Sustentável: Cinco Exemplos lá fora para nos Movermos sem Poluir Tanto